Audiência pública marca debate sobre acessibilidade em Capim Grosso

Escrito por em 03/06/2022

Por Arnaldo Silva

A dificuldade enfrentada por Helide Honorato, cadeirante há sete anos e cidadã capimgorssense, na calçada do Ginásio de Esportes em Capim Grosso, cidade de 31.055 habitantes, distante 260 km de Salvador, quando se deslocava da residência onde mora no Bairro Vicente Ferreira, para o centro da cidade, gerou revolta à população. Em um vídeo nas suas redes sociais, a cadeirante relatou mais um dia de dificuldades em transitar nas ruas e calçadas da cidade.

No vídeo gravado por Helide aparecem três rampas interditas por veículos, em um local da cidade que é bastante utilizado para estacionamento de veículos principalmente por condutores que residem em cidades e comunidades vizinhas.
“Eu não aguentava mais enfrentar esse tipo de situação e por isso, decidi naquele dia gravar o vídeo”. Disse Helide Honorato, em entrevista ao Grupo Lomes de Comunicação.

A publicação em sua rede social, a entrevista no rádio Transbrasil FM e o debate gerado no seio da população, passaram a ser instrumentos de transformação de um problema que estava adormecido na cidade, contribuindo com muita força para chamar à atenção da sociedade, do poder público, de uma região que faz uso diário das vias da cidade composta por quatro anéis rodoviários, duas importantes rodovias: A BR 324, que liga Salvador a Ourolândia, no alto sertão e BR 407, que liga Capim Grosso a Juazeiro da Bahia, incluindo ainda a BA 130, que liga Capim Grosso a Baixa Grande, entre outros trecos que fazem de Capim Grosso, um caminho a mais para qualquer parte do Brasil.

Outros cadeirantes puderam participar de uma audiência pública que teve como objetivo colher mais informações sobre a acessibilidade da cidade. Pontos como a necessidade de de rampas, construções de lombadas fora dos padrões, acesso à praça da Prefeitura, onde acontece por exemplo os festejos juninos, acesso às unidades de saúde, escolas, igrejas, lojas, entre outras sinalizações. A audiência aconteceu na manhã desta quinta-feira (2), na Câmara de Vereadores da cidade, que contou com cerca de 40 pessoas.

O vereador Bruno da Dengue (PSB), afirmou na em entrevista à Transbrasil FM, que saiu da audiência pública acreditando que a partir dos festejos juninos muita coisa vai mudar na cidade e na vida dos cadeirantes, idosos e pessoas com algum tipo de deficiência.
“Vou ter uma conversa com o prefeito Sivaldo Rios acreditando que as necessidades apontadas na audiência pública contribuirão diante das ações do Poder Público, com uma Capim Grosso mais organizada e de mais compromisso com seu povo”. Afirmou o vereador.

Considerando somente os que possuem grande ou total dificuldade para enxergar, ouvir, caminhar ou subir degraus (ou seja, pessoas com deficiência nessas habilidades), além dos que declararam ter deficiência mental ou intelectual, o Brasil registra mais de 12,5 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 6,7% da população, de acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – pelo menos 45 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, o correspondente a cerca de 24% da população do país.

Garantias

A lei 10.098, de 19 DE dezembro de 2000, estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, é um conjunto de dispositivos destinados a assegurar e a promover, em igualdade de condições com as demais pessoas, o exercício dos direitos e liberdades fundamentais por pessoas com deficiência, visando a sua inclusão social.

Texto e fotos: Arnaldo Silva, rádio Transbrasil FM, DRT – 2805/BA/Vídeo: Helide Honorato.

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