Caso de professora assassinada em Riachão pode ser arquivado por falta de provas

Escrito por em 21/09/2021

Crime aconteceu há cinco anos

Familiares e amigos da professora Ienata Pereira Rios, assassinada com mais de sessenta golpes de faca, em julho de 2016, na cidade de Riachão do Jacuípe, a 180 km de Salvador, temem o arquivamento do caso, que segue sem ser solucionado.
Uma conta pedindo justiça por Ienata foi criada nas redes sociais para que o crime não caia no esquecimento.
De acordo com a polícia, não há provas suficientes que incriminem qualquer suspeito. À época, a polícia descartou a possibilidade de latrocínio, porque não havia sinais de arrombamento e nenhum objeto da casa foi levado.
A partir de então, três linhas de investigação surgiram. A primeira, era a de feminicídio. O noivo da professora, Cássio Almeida, que chegou a ser preso, mas foi solto quando a polícia identificou que ele não estava na cidade no momento do crime.
Uma segunda suspeita surgiu posteriormente, se trata da professora Marinélia Silva, colega de Ienata. Marinélia havia se declarado, mas não foi correspondida. A Hipótese de crime passional também não reuniu provas suficientes e foi arquivada.
Por fim, a polícia trabalhou com a possibilidade de o crime ter sido cometido pelo filho da vítima, Helton Lima, de 17 anos à época, mas nenhuma evidência o apontou como autor do assassinato.
Em entrevista ao De Olho no Rádio, portal de notícias do Grupo Lomes de Comunicação, o delegado Danilo Andrade, titular da delegacia de Riachão do Jacuípe, afirmou que o fato de o inquérito ter sido arquivado, não significa que o autor siga impune. Ele explicou que se novos fatos surgirem, imediatamente, será reaberto.
Ainda de acordo com o titular, este inquérito foi enviado ao Ministério Público e devolvido para a delegacia, solicitando novas diligências, que correm em segredo de justiça e foram cumpridas, inclusive em outros estados e com quebra de sigilos telefônicos, mas o caso seguiu sem evidências e será devolvido ao MP.
Um vídeo de uma câmera de segurança que mostra uma mulher passando pelas imediações da casa de Ienata no dia e hora do crime foi divulgado nas redes sociais. Segundo o delegado Danilo Andrade, a imagem foi investigada e periciada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Segundo ele, a câmera não é da rua onde morava a professora e sim de uma rua atrás da sua casa. Para ele, esta pessoa pode se tratar tanto da autora do crime quanto de uma testemunha, mas, mesmo com o melhoramento da imagem, ela não foi identificada.
Segundo informações de uma pessoa que preferiu não se identificar, recentemente, o filho de Ienata, Helton teria agredido uma namorada e a ameaçou. Ele teria dito para ela não o denunciar para não acabar como sua mãe. Questionado sobre o assunto, o delegado Danilo Andrade, contou que esta informação chegou até a polícia de maneira informal, mas que a namorada de Helton não confirmou o fato.

Relembre o crime

Na tarde do dia 3 de julho de 2016, na cidade de Riachão do Jacuípe, Ienata Pedreira Rios foi encontrada morta dentro de sua casa, com ferimentos de faca pelo corpo. O crime ocorreu no Loteamento São José, onde a vítima morava. A polícia realizou perícia no local, mas não forneceu detalhes a fim de não atrapalhar as investigações.De acordo com o delegado que cuidava das investigações, Sérgio Araújo Vasconcelos, a Polícia Militar chegou ao local depois que uma vizinha estranhou que a porta dela estava aberta e acionou os policiais no final da manhã. Chegando ao local, os PMs encontraram a professora caída no corredor, já sem vida.
De acordo com o delegado, a residência não possuía sinais de arrombamento e havia marcas e pegadas de sangue pelo imóvel.
Ienata era natural de Feira de Santana e tem familiares na cidade de Pé de Serra.
Ainda de acordo com a polícia, Ienata atuava como professora nas redes municipal, estadual e particular de Riachão do Jacuípe.

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