FIEB, FECOMERCIO E OUTRAS ENTIDADES PEDEM O RETORNO IMEDIATO DAS ATIVIDADES

Escrito por em 23/03/2021

Entidades produtivas na Bahia emitiram uma nota conjunta, solicitando ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), e ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), o retorno imediato das atividades da cadeia produtiva em toda a Bahia. Assinam a nota o presidente da Fecomércio, Carlos Andrade, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban; o vice-presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas (FCDL), Antoine Tawil; e o presidente da Federação das Associações Comerciais da Bahia, Clóvis Cedraz.

O pedido vem um dia após economistas e acionistas de instituições financeiras divulgarem uma carta aberta criticando o modo como o governo federal está conduzindo as ações de combate à pandemia do novo coronavírus e de assistência aos afetados pelas medidas restritivas para evitar a disseminação do vírus respiratório. “A ciência nos mostra que a única saída para o controle da pandemia é a vacinação. Mas até que as vacinas sejam aplicadas em larga escala, o entendimento é que a cadeia produtiva precisa retomar as atividades. A Fieb, a Fecomércio-BA, a FCDL e a Associação Comercial da Bahia e outras representações pleitearam recentemente, tanto ao governo do Estado quanto à prefeitura de Salvador, a retomada gradual das atividades, seguindo todos os protocolos sanitários.  Para o retorno das atividades em Salvador, apoiam a criação de um escalonamento para o funcionamento das empresas, de forma a minorar as aglomerações no serviço de transporte público”, destaca o texto.

No documento, as entidades também elencam pleitos de flexibilização fiscal, com parcelamento de tributos e isenções, além da prorrogação automática de licenças, certidões e do prazo de recolhimento do ICMS para fazer face às dificuldades. “São medidas que podem assegurar fôlego até que seja possível superar o pior momento desta pandemia. Temos uma especial preocupação com os pequenos empreendimentos industriais e comerciais, que acabam sendo a parcela mais frágil da cadeia produtiva e que também precisa de um tratamento diferenciado”.

Os dirigentes das federações do comércio afirmam enxergar com “preocupação os contornos que esta situação pode tomar com o aumento do número de desempregados”. Eles lembram que “são as micro, pequenas e médias empresas” as principais empregadoras no país e reforça que “no ritmo que a economia vai elas não vão conseguir sustentar por muito tempo, o que pode colocar no mercado milhares de pessoas em busca de emprego e acentuar ainda mais a crise econômica das famílias brasileiras”. Os presidentes e vice das federações baianas sinalizam no comunicado que a “mobilização recente dos mais importantes players do mercado financeiro” insere-se “neste contexto de insegurança que a pandemia trouxe para a sociedade como um todo” e na defesa de “ações coordenadas para enfrentamento da crise e para garantir o apoio institucional aos mais vulneráveis”.

Informações Bahia Econômica

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