Gripários municipais já atenderam quase 25 mil pacientes este ano

Escrito por em 22/02/2021

Os centros dedicados ao atendimento de pessoas com síndromes gripais de Salvador, conhecidos popularmente como gripários, já atenderam quase 25 mil pessoas entre o dia 1º de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, com uma média de 700 pacientes por dia.

Presentes em cinco localidades, os módulos de saúde cumprem papel importante no enfrentamento à pandemia da Covid-19, permitindo restabelecimento do atendimento regular nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Até o momento, a capital baiana conta com equipamentos implantados no Vale dos Barris, Paripe, Pirajá/Santo Inácio, Pau Miúdo/16º Centro de Saúde e na Ilha de Bom Jesus dos Passos. 

Os gripários funcionam em esquema 24h e possuem 12 leitos no total, sendo dez de observação e dois de estabilização com respiradores. Nas unidade, trabalham 70 profissionais, em média, entre médicos intensivistas plantonistas, enfermeiros especializados em internação, técnicos de enfermagem, maqueiros e auxiliares de farmácia.

Os pacientes procuram as unidades com sintomas como tosse, espirro, febre, coriza e dores de cabeça e no corpo. No local, são submetidos a exames de raio-x, laboratoriais e eletrocardiograma.

As unidades especializadas em atendimento a vítimas de gripes contam ainda com o suporte de ambulâncias durante 24 horas, para atendimento de pacientes regulados.

O coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ivan Paiva, destaca que os gripários foram uma das primeiras respostas do município no combate à Covid, como uma maneira de manter estes pacientes separados dos demais atendidos nas UPAs, de modo a não transmitirem o vírus às outras pessoas.

A implantação ocorreu ainda como uma forma de não comprometer a assistência regular das unidades de saúde.

“No início do isolamento social, houve um decréscimo do número de pacientes que procuraram as UPAs. No entanto, com o retorno do atendimento regular, esses módulos foram essenciais para não superlotar as unidades, deixando margem para atendimentos que hoje chamamos de ‘não Covid’, quando não há suspeita da doença”, pontua Paiva.

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