Leo Prates diz que sistema de Saúde de Salvador está sob pressão

Escrito por em 16/02/2021

O secretário da Saúde de Salvador, Leo Prates, afirmou na manhã desta terça-feira (16) que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da cidade estão com atendimentos quase iguais aos realizados no auge da pandemia. Segundo ele, somente no sábado (13), 54 pessoas foram reguladas para hospitais oriundas das UPAs e gripários da cidade.

Prates afirmou que o cenário é de alerta máximo e que o sistema de saúde está pressionado como nunca esteve, desde o início das infecções pela Covid-19.

“Ontem [segunda-feira] regulamos 60 pessoas oriundas das UPAs. Agora estamos quase no mesmo patamar. Mesmo ontem tendo feito um dos dias de maior regulação nestes últimos tempos, nós amanhecemos com 33 pessoas aguardando regulação nas UPAs. O cenário é de alerta máximo e o sistema de saúde está pressionado de uma forma que ele nunca esteve na pandemia”, afirmou.

O secretário comentou também sobre o número de leitos para Covid-19 na capital baiana e disse que o Município pretende abrir mais 10 unidades no hospital de campanha Santa Clara e reabrir um gripário no bairro de São Cristóvão.
“A ideia essa semana é abrir mais 10 [leitos de UTI] no Hospital Santa Clara. Nós ainda faremos uma mini tenda, como tinha a do Wetn Wild, em Valéria. Estamos trabalhando para ter o melhor cenário, mas trabalhando para o pior. E a reabertura de um gripário em São Cristóvão. Teremos uma estrutura maior que tivemos na primeira onda”, disse Leo Prates.

Ele comentou também sobre o número de leitos de UTI em Salvador no auge da pandemia, no segundo semestre do ano passado, comparando com essa semana. De acordo com o secretário, há dificuldade para os números chegarem ao mesmo patamar porque algumas unidades, utilizada ano passado para atender pacientes com Covid-19, são especializados em tratamento de outros tipos de doença. O que compromete a saúde pública como um todo.

“Nós tínhamos no auge da pandemia cerca de 650 leitos de UTI. Hoje na cidade de Salvador temos 579 e vamos para 589. O governo do estado já anunciou que, se a ocupação chegar a 85%, ele reabre a Fonte Nova e fica praticamente com o mesmo número. Porém, o esforço para reabrir está sendo muito maior porque, por exemplo, o Ernesto Simões não vai poder voltar à capacidade de 80 leitos por ser um dos principais para apoio a questões vasculares”, explicou.

Leo Prates afirmou que a pasta tem o objetivo de trabalhar pela vida das pessoas, independentemente da doença e disse que é necessário o apoio da população porque, atualmente, o cenário é crítico na saúde pública em Salvador.

Fonte: G1

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