“Ninguém mais respeita ou obedece o que o prefeito diz ou faz ” diz Fábio Vilas-Boas sobre Colbert Martins

Escrito por em 23/03/2021

O Secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas fez duras críticas à gestão do prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), na pandemia da Covid-19 no município. A cidade teve uma alta de casos e chegou na última semana a 29 mil ocorrências da doença desde o início da pandemia.

O governo municipal, chegou a alertar para o risco de esgotamento do estoque de relaxantes musculares, sedativos, analgésicos e anestésicos utilizados no hospital de campanha da cidade, o aumento o aumento coincide com a reabertura das atividades liberadas pela prefeitura.

 Fábio Vilas-Boas destacou o diálogo estabelecido entre o governador e os prefeitos no enfrentamento a pandemia e questionou a relação do prefeito com os membros da sociedade feirense :”a autoridade do prefeito em relação a isso já se perdeu há muito tempo”. “Ninguém mais respeita ou obedece o que o prefeito diz ou faz. A gente tem, em toda a Bahia, uma interação muito positiva e uma compreensão muito positiva. O governador Rui Costa tem feito reuniões diárias de grupos de 30 prefeitos, duas ou três vezes por dia. É um trabalho extremamente cansativo ouvir cada um dos prefeitos dos 400 municípios”, disse o secretário, em entrevista a José Eduardo hoje (23), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole.

Segundo o secretário, as decisões no enfretamento a pandemia são acordados e os prefeitos tem autonomia para acatá-las ou não :

“Já está no final da segunda rodada de conversas dos prefeitos e tem respeitado muito a autonomia e respeitada a decisão do prefeito. O estado dá uma diretriz, o prefeito, junto com sua região, validam a decisão ou não. Negocia-se tudo. Esse tem sido o segredo da união, o segredo de se ouvir uma única voz, uníssona, coerente”, acrescentou.

Para Vilas-Boas o modelo de “lockdown parcial”, é necessário garantir a preservação das vidas diante do cenário  da pandemia na Bahia. “Todos estão sofrendo, angustiados. O nível de tensão na sociedade é muito elevado, principalmente daqueles que dependem do comércio para viver. A tolerância está cada vez menor. É preciso que se tenha muito cuidado ou cautela na adoção dessas medidas. É o lockdown possível, o que a gente consegue fazer, esticando a corda da viabilidade”, afirmou Vilas-Boas.

Com informações do Metro1

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