Secretário troca comando de investigação da morte de apoiador de Lula, mas diz que é para garantir ‘rapidez e eficácia’

Escrito por em 11/07/2022

A delegada Iane Cardoso vai deixar o comando da investigação do assassinato de um tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), disse o secretário de segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, nesta segunda-feira (17) à jornalista Andrea Sadi.
De acordo com o blog da jornalista, o caso será assumido pela chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, Camila Chies Cecconello.

Ainda de acordo com a publicação, o secretário nega que a troca tenha sido motivada pela revelação de que a delegada Iana, que deu início às investigações, fez no passado postagens contra o PT.
“É bom deixar claro que a decisão de que a Dra. Camila assuma a condução do feito já havia sido tomada ontem a noite [domingo] em deliberação minha com o delegado-geral [do Paraná], com o objetivo de dar maior capacidade investigatória na tomada de decisões [e] visando a rapidez necessária para a apuração”, disse Mesquita.

O assassinato ocorreu no último fim de semana. O tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, foi baleado durante sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu (PR). A comemoração tinha como tema o partido e o ex-presidente Lula, que também é pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Nesta segunda, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que pediria ao Tribunal Superior Eleitoral e à Polícia Federal que assumissem as investigações sobre o caso.
Um dos argumentos para a foram as postagens feitas pela delegada Iane Cardoso em uma rede social. Em 2016, ela escreveu que “petista quando não está mentindo está roubando ou cuspindo”.

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