Senado recebe Greta Thunberg para debater os resultados do relatório do IPCC

Escrito por em 09/09/2021

O Senado Federal realizará, na próxima sexta-feira (10), às 09h, sessão sobre o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em 9 de agosto.
O debate, proposto pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), contará com a participação da ativista Greta Thunberg e terá como objetivo aumentar a consciência da população sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil e no mundo.

Participam também do encontro Sir David King, co-fundador e presidente do Centro pelo Reparo Climático da Universidade de Cambridge; Dom Walmor, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); a ativista indígena Samela Sataré Mawe; e Renato Casagrande, governador do Espírito Santo e líder dos Governadores pelo Clima.

“A sessão temática no Senado Federal fornecerá contribuições, alertas e projeções dos cenários contidos no relatório e sobre a necessidade de que políticas públicas e legislações estejam a favor da mitigação dos danos ao meio ambiente. Precisamos agir agora”, explicou Wagner. “Vamos ouvir o que importantes nomes têm a nos falar sobre as mudanças climáticas. Greta, por exemplo, tem repetido constantemente que aqueles que não levam a crise climática a sério e não a tratam como uma crise, infelizmente, são uma parte do problema”, reforçou o presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado.

O momento será importante também, segundo Wagner, para ouvir opiniões sobre projetos com grande potencial de danos ao meio ambiente. “Queremos ouvir dos convidados o que acham sobre a regularização fundiária, a demarcação de terras indígenas e o licenciamento ambiental. Reforço que projetos com esse teor precisam passar por um amplo debate antes de ser votado pelo plenário do Senado”, disse.

Para o senador, o debate surge no momento em que o país precisa ser mais decisivo em relação às suas políticas ambientais e suas consequências, tanto sociais quanto de destruição dos biomas brasileiros – que impactam o clima, as condições para agricultura e para a economia. “Há uma encruzilhada diante do Brasil neste tema: avançar rumo ao progresso, baseado numa economia de baixo carbono com ampla proteção ambiental, ou sucumbir na visão retrógrada de que para de desenvolver uma nação é preciso acabar com as florestas”, disse. “Precisamos fortalecer o que realmente precisa ser discutido no Congresso Nacional. Não podemos ignorar os mais recentes alertas da ciência”, completou.

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