Simm promove ações para empregabilidade de pessoas com deficiência

Escrito por em 19/05/2021

A demanda de intermediação de mão de obra para pessoas com deficiência aumentou em 19,53% nos últimos três meses na capital baiana, obtendo o número de 320 vagas ofertadas neste período.O Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) PCD realizou uma ação com objetivo de sensibilizar os empregadores sobre a flexibilização dos critérios das vagas oferecidas.

“O primeiro passo que a gente deu para crescer esse projeto e aumentar a empregabilidade dos portadores de deficiência física foi fazer reuniões com os RHs de diversos segmentos econômicos, a exemplo de varejo e operação de telemarketing, sensibilizando os empregadores a respeito da inclusão. Falamos o quanto é importante ter um time diverso, e citamos a importância de flexibilizar os critérios das vagas para os portadores de deficiência física. Muitas vezes as empresas pedem funcionários com surdez parcial, e restringe a vaga”, explicou a diretora do Simm, Maria Eduarda Gordilho.

Outro aspecto importante para aumentar a empregabilidade das pessoas com deficiência é a capacitação. Através do programa municipal Treinar para Empregar, os candidatos recebem cursos que os qualificam para as vagas, seguindo as tendências do mercado e as oportunidades que surgem na cidade. 

“Já estamos contando com uma grade de cursos com tradução em libras para facilitar a inclusão, e vão ser oferecidos nas redes sociais do Simm, com objetivo de inserir esses portadores de deficiência. Já lançamos dicas de como se preparar para uma entrevista, em seguida vamos ter um tutorial de como fazer um currículo. Dessa forma, vamos produzir vários conteúdos para ajudar nessa inclusão, dentro do programa Treinar para Empregar”, afirmou Maria Eduarda.

Para prover a inclusão das PCDs, os funcionários do Simm também foram treinados para atender o público. “Todos os atendentes do órgão hoje conseguem fazer o atendimento em libras. Esse é um outro aspecto importante, entendemos que o Simm é um local de acolhimento para essas pessoas. Nós temos um olhar cuidadoso em todas as vertentes para que a gente possa aumentar a empregabilidade, para isso, nós estamos trabalhando dentro do eixo da qualificação, da flexibilização dos empregadores sobre os critérios das vagas e do preparo dos funcionários do órgão para saber atender devidamente essas pessoas”, disse Maria Eduarda.

Inclusão – Trabalhando há três meses no Hospital Aristides Maltez, a copeira Jessiane Almeida, que é deficiente auditiva, explicou o processo para ocupação da vaga. “Não foi difícil.  Eu recebo as informações sobre a disponibilidade de vagas através do WhatsApp. Então, marquei o horário de atendimento e fui ao Simm no dia agendado, participei de uma entrevista e, logo depois, fui chamada para iniciar o trabalho. Quem quer, consegue. As pessoas só precisam acreditar em si e superar as limitações, ” disse.

Jessiane relatou a felicidade de trabalhar e se sentir útil. “Nada melhor do que a independência financeira e a sensação de utilidade. Eu sou capaz e gosto do que faço. É uma área muito boa. Aqui eu ocupo minha mente, tenho ânimo diário para sair de casa, convivo com outras pessoas e aprendo com a equipe”, afirmou.

A copeira disse que as limitações físicas não impedem o exercício das funções que realiza. “Sirvo os pacientes e funcionários, faço a higienização dos alimentos, limpo as bancadas, faço as divisórias das quentinhas. Sou extremamente útil dentro do meu ambiente de trabalho, para mim, não existem limitações. Todos me tratam com respeito, e todo mês recebo o meu salário”, concluiu Jessiane.

Com informações da Secom- SSA

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